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É obrigatório ter ART para ser tratador de piscinas? Entenda o que é ART, quando se aplica e quem pode emitir
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Foto: Divulgação |
A atuação de profissionais no tratamento e na manutenção de piscinas envolve sistemas hidráulicos, elétricos, dosagem de produtos químicos e, em ambientes coletivos, responsabilidade direta pela segurança sanitária dos usuários. Diante desse contexto, é comum surgir a dúvida: é obrigatório ter ART para atuar como tratador de piscinas? A resposta exige entender o que é a ART, quando ela é exigida por lei e quem pode emiti-la.
O que é ART
A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é um documento legal criado pelo sistema dos Conselhos Federais/Regionais. Ela serve para:
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Identificar quem é o profissional habilitado responsável técnico por um serviço ou obra;
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Vincular a atividade executada a um profissional registrado nos Conselhos Regionais;
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Garantir rastreabilidade e responsabilidade legal em caso de falhas, acidentes ou irregularidades;
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Proteger o contratante, o profissional e a sociedade.
Em termos práticos, a ART formaliza: “este serviço tem um responsável técnico legalmente habilitado”.
ART é obrigatória para ser tratador de piscinas?
Não, a ART não é obrigatória para o tratador de piscinas.
A exigência da ART depende do tipo de atividade exercida e do nível de responsabilidade técnica envolvida.
Quando a ART é exigida
A ART é obrigatória quando o serviço envolve atribuições técnicas regulamentadas pelos Conselhos, como:
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Projeto e execução de sistemas hidráulicos de piscinas;
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Dimensionamento de motobombas, filtros e tubulações;
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Implantação de sistemas de circulação e sucção;
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Instalações elétricas da casa de máquinas;
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Obras, reformas estruturais e comissionamento técnico de sistemas;
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Responsabilidade técnica para piscinas coletivas (clubes, academias, condomínios, hotéis, parques aquáticos).
Nesses casos, a legislação entende que há atividade técnica, e a ART passa a ser obrigatória.
Quando a ART não é exigida
Para atividades operacionais e de rotina em piscinas residenciais, como:
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Limpeza diária da piscina;
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Aspiração;
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Escovação de paredes;
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Testes básicos de pH e cloro;
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Aplicação de produtos;
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Manutenção simples de rotina.
Nessas situações, o profissional pode atuar como tratador/piscineiro, desde que:
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Tenha capacitação técnica;
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Siga normas e boas práticas;
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Atue sob responsabilidade de um RT quando o estabelecimento exigir.
Ou seja, o piscineiro não precisa de ART para trabalhar, mas o estabelecimento pode precisar de um Responsável Técnico com ART para o conjunto da operação.
O que é o Responsável Técnico (RT) em piscinas coletivas
Em piscinas de uso coletivo, a exigência de Responsável Técnico (RT) é comum em:
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Academias;
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Clubes;
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Condomínios;
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Hotéis;
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Parques aquáticos;
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Escolas.
O RT responde legalmente por:
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Qualidade da água;
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Procedimentos de tratamento;
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Operação dos sistemas;
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Cumprimento de normas técnicas e sanitárias;
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Protocolos de segurança química.
Nesse modelo:
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O tratador/piscineiro executa
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O RT analisa, instrui e responde tecnicamente
-
A ART formaliza essa responsabilidade
Quem pode emitir ART
Somente profissionais habilitados e registrados nos Conselhos Regionais, como:
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Engenheiros civis;
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Engenheiros químicos;
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Engenheiros sanitaristas;
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Engenheiros mecânicos (dependendo do escopo);
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Tecnólogos com atribuições reconhecidas pelo Conselho.
O profissional precisa:
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Estar com registro ativo no Conselho;
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Ter atribuições compatíveis com o serviço;
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Emitir a ART vinculada ao contrato ou atividade específica.7
Como tirar uma ART
O processo é feito pelo próprio profissional habilitado:
1.Acessar o site do Conselho do seu estado e categoria;
2.Registrar a ART no sistema;
3.Informar o tipo de serviço (projeto, execução, manutenção, RT etc.);
4.Gerar a ART vinculada ao contrato;
5.Pagar a taxa;
6.Entregar a ART ao contratante.
A ART fica registrada oficialmente e pode ser exigida por:
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Vigilância sanitária;
-
Ministério Público;
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Seguradoras;
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ondomínios;
-
Órgãos fiscalizadores.
Piscineiro pode tirar ART?
Depende, se este tratador possui capacitação técnica exigida pelo conselho sim. Por exemplo, tratador de piscina com curso técnico em química. Caso este profissional não possua este nível de formação, não será o Responsável técnico..
O caminho correto é:
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O piscineiro atua como profissional operacional capacitado;
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Um engenheiro ou tecnólogo habilitado assume como RT e emite a ART;
-
A operação funciona de forma regular e segura.
Por que isso importa para o setor de piscinas
A exigência de ART e de Responsável Técnico não é burocracia. Ela existe para:
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Reduzir riscos operacionais;
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Prevenir acidentes químicos;
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Garantir segurança dos usuários;
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Evitar erros de dimensionamento hidráulico;
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Proteger legalmente empresas e profissionais;
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Profissionalizar o mercado.
Em ambientes coletivos, falhas técnicas podem gerar:
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Riscos à saúde;
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Interdições;
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Multas;
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Processos civis e criminais.
Ter RT e ART é uma forma de governança técnica do serviço.
Boas práticas para quem contrata ou presta serviço
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Verificar se o local exige RT;
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Solicitar a ART quando houver projeto, reforma ou responsabilidade técnica;
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Exigir capacitação da equipe operacional;
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Manter documentação técnica disponível;
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Seguir normas técnicas e orientações dos fabricantes;
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Evitar improvisos no tratamento químico.
Conclusão
A ART não é obrigatória para todo piscineiro, mas é obrigatória para atividades técnicas de engenharia e para a formalização da responsabilidade técnica em ambientes coletivos. O modelo correto é a integração entre:
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Profissional habilitado (RT com ART);
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Equipe operacional capacitada (tratadores/piscineiros);
-
Procedimentos técnicos padronizados.
Esse arranjo protege usuários, profissionais, empresas e fortalece a profissionalização do setor de piscinas no Brasil.
Fontes:
Fontes oficiais sobre ART e sua aplicação
1.Confea – Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) — explicação oficial sobre o que é ART, sua obrigatoriedade e finalidade legal no sistema Confea/CREA.
https://www.confea.org.br/servicos-prestados/anotacao-de-responsabilidade-tecnica-art/
2.CREA-RJ – Anotação de Responsabilidade Técnica — detalhes sobre a ART, seu embasamento legal e quando é exigida para atividades técnicas.
https://www.crea-rj.org.br/art/
3.CREA-SP FAQ – Obrigatoriedade da ART — resposta oficial dos Conselhos Regionais sobre quando a ART deve ser registrada antes do início de atividade técnica.
4.Direcional Condomínios – CFQ e piscina: ART é obrigatório? — explicação técnica sobre a Resolução nº 332/2025 do Conselho Federal de Química, que trata da ART para tratamento químico de piscinas coletivas.
https://direcionalcondominios.com.br/cfq-e-piscinas-art-e-obrigatorio/
5.LegisWeb – Resolução CFQ nº 332/2025 — o texto oficial da norma que torna obrigatória a ART para tratamento químico e controle da qualidade da água de piscinas de uso coletivo.
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=480865
6.CREA-SC – ART como instrumento legal — fonte adicional sobre a importância da ART para o acervo técnico e responsabilidade profissional.
https://portal.crea-sc.org.br/art-um-instrumento-legal-2/
Fontes complementares para contextualização da ART
7. Gran Cursos Online – O que é ART e para que serve — explicação didática sobre a função e necessidade da ART no sistema profissional brasileiro.
https://faculdade.grancursosonline.com.br/blog/art-anotacao-de-responsabilidade-tecnica/
8.Sonhar e Morar (MRV) – O que é ART e quando é obrigatória — resumo sobre a ART em atividades técnicas e o quadro legal associado à lei que a instituiu.
https://sonharemorar.mrv.com.br/o-que-e-art/
9.Stance Brasil – Quem precisa registrar a Responsabilidade Técnica — foco em comprovação de profissional registrado com ART em serviços e obras.
https://stancebrasil.com.br/quem-precisa-registrar-a-responsabilidade-tecnica-em-projetos/

