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Psicomotricidade aquática como aliada da saúde e da qualidade de vida
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Atrelada à natação terapêutica, a prática potencializa o desenvolvimento físico, mental e emocional de pessoas de todas as idades, promovendo saúde, autonomia e bem-estar
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A psicomotricidade é voltada a pessoas de todas as idades, principalmente para questões de desenvolvimento psicomotor |
Você já deve ter ouvido falar sobre os benefícios que o contato com a água pode trazer para o corpo e para a mente. Seja em uma aula de hidroginástica para manter o corpo ativo, ou um banho de banheira demorado para relaxar a mente, estar em contato com a água pode ser benéfico das mais diversas formas. E essas vantagens vão muito além do relaxamento! Atualmente aplicadas também nas piscinas, existem abordagens terapêuticas que contribuem com o desenvolvimento integral do indivíduo, inclusive em relação às questões de desenvolvimento psicomotor, como é o caso da natação terapêutica e da psicomotricidade aquática.
Voltada a pessoas de todas as idades, a psicomotricidade na água é benéfica principalmente para questões de desenvolvimento psicomotor, sendo uma ótima aliada para idosos com Alzheimer, crianças típicas e atípicas e pessoas em processo de reabilitação física ou motora. Segundo o personal aquático e psicomotricista, Leonardo de Freitas, a prática pode ser ainda mais confortável para os alunos devido à temperatura da água e à liberdade de movimentos. “A psicomotricidade realizada na água tem uns benefícios a mais, por conta das propriedades da água. Além disso, temos mais liberdade dentro da piscina do que fora”.
O profissional explica ainda que as sessões de psicomotricidade na piscina devem ser realizadas de maneira complementar à natação terapêutica, principalmente em alunos e pacientes que procuram por desenvolvimento psicomotor. Além disso, em ambas as práticas existe uma ampla diversidade de materiais e equipamentos que podem ser utilizados, principalmente em termos de criatividade – o que torna a prática ainda mais lúdica e divertida para crianças. Leonardo cita exemplos como cones, bolas, elásticos de ginástica e quebra-cabeças, que podem ser adaptados conforme as necessidades e nível de suporte de cada paciente.
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A modalidade contribui para o ganho de consciência corporal, a melhora no raciocínio lógico, e o desenvolvimento de diversas outras habilidades |
Com benefícios que incluem a saúde mental para idosos e crianças, a Psicomotricidade na água também contribui para o ganho de consciência corporal e melhora no raciocínio lógico, entre outras habilidades que podem vir a ser desenvolvidas, tanto em ambientes clínicos convencionais, quanto na piscina.
“Os casos mais comuns que recebo são de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). São pacientes com um comportamento mais agitado e que precisam de estímulo para desenvolver o foco, o que também é uma vantagem desse contato com a água. No caso de crianças do espectro autista de nível 3 de suporte, é possível, por exemplo, realizar movimentos com a ajuda dos pais e responsáveis, de forma a obter um ganho motor”, explica.
Com exceção de pessoas com problemas dermatológicos que podem ser agravados pelo contato com a água, Leonardo garante que a natação terapêutica e as demais atividades aquáticas podem, e devem, ser realizadas por todas as pessoas, melhorando o desenvolvimento do indivíduo de forma geral. Ele explica ainda que, crianças que têm medo de piscina devido a algum trauma, podem iniciar a natação terapêutica para se adaptar a esse contato com a água, até que estejam prontas para ingressar nas aulas de natação regular.
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Leonardo de Freitas é personal aquático e psicomotricista, e reforça o quanto a prática pode ser ainda mais confortável para os alunos devido à temperatura da água |
No que diz respeito à segurança, o profissional explica que existem dois cuidados primordiais para quem deseja iniciar a prática de natação terapêutica e/ou psicomotricidade aquática: idade mínima de seis meses com todas as vacinas e a presença de um profissional devidamente habilitado e experiente. “As vacinas precisam estar em dia por questões de prevenção contra vírus e doenças, uma vez que existem outras pessoas frequentando as piscinas. E é fundamental que esse tipo de intervenção seja realizado por um especialista, um educador físico especializado em psicomotricidade, que seja capaz de trazer essa visão clínica aplicada no ambiente aquático”.
Leonardo explica que um profissional devidamente qualificado precisa da base técnica de um educador físico, mas também a vivência da terapia aquática, pois ambos se complementam no cuidado ao paciente e às suas necessidades. “A natação terapêutica não é só nadar. Na realidade, a última parte dessa prática é a natação. Um bom profissional precisa da devida capacitação para entender o processo pedagógico da natação a fim de contribuir com o desenvolvimento de seus pacientes”, conclui.
Com mais de 25 mil seguidores no, Leonardo (@professor_leonardodefreitas) compartilha sua rotina profissional e diversos conteúdos de natação, psicomotricidade e atuação em sua página, onde também divulga seus cursos e mentorias. Siga-o para saber mais!
Fonte: Revista Edição 181
