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Piscinas no Inverno: Como cuidar com tranquilidade e segurança o ano todo
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Bombeiros fizeram exercícios em piscinas e no lago de Palmas — Foto: Bombeiros/Divulgação |
As temperaturas mais baixas costumam reduzir o movimento ao redor das piscinas, mas isso não significa que elas deixam de exigir cuidados. Em academias, escolas, clubes e até em casa, as piscinas seguem fazendo parte da rotina – seja para a prática esportiva, fisioterapia, lazer ou manutenção. Por isso, mesmo no inverno, a atenção à segurança deve continuar sendo prioridade, de forma preventiva.
Aproveitando o Dia Mundial de Prevenção de Afogamentos, celebrado em 25 de julho (Amanhã), uma data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), vale lembrar que pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença quando o assunto é bem-estar em ambientes aquáticos.
Presença atenta: um cuidado eficaz
Um dos pontos mais importantes é a supervisão. Crianças e adolescentes são naturalmente curiosos e energéticos, e um olhar atento de adultos presentes garante que a brincadeira continue segura e divertida. Mesmo em momentos de distração, como reuniões familiares ou festas, revezar a supervisão pode ser uma estratégia prática e eficaz.
Outro ponto a considerar é que dispositivos como boias de braço e infláveis coloridos, embora populares, não substituem o cuidado ativo e a orientação. Eles podem contribuir para o entretenimento, mas não devem ser vistos como recursos de proteção principal.
Estruturas que acolhem: segurança também é planejamento
A segurança também começa na estrutura. Piscinas bem-sinalizadas, com acesso controlado e coberturas de proteção, ajudam a prevenir acessos não supervisionados. Em academias e clubes, a presença de profissionais habilitados como guarda-vidas é uma medida essencial para garantir que todos aproveitem a água com mais tranquilidade.
Além disso, equipamentos de salvamento acessíveis, como boias circulares e hastes de alcance, devem fazer parte do ambiente sempre que possível. Assim como placas com orientações simples, mas eficazes.
Em caso de emergência, o equilíbrio é a chave
Em uma situação inesperada, o instinto pode ser agir rapidamente – mas a recomendação dos profissionais do Corpo de Bombeiros é que agir com preparo e calma é sempre o melhor caminho. Tentar um resgate sem conhecimento técnico pode gerar mais riscos. Nesses casos, a orientação é buscar ajuda imediatamente e, se possível, usar equipamentos auxiliares para oferecer suporte sem entrar na água.
Educação e prevenção: um gesto diário
A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático lembra que, no Brasil, cerca de 16 pessoas perdem a vida diariamente por afogamento – e quatro delas são crianças. Com informação acessível e atitudes cotidianas, esses números podem ser significativamente reduzidos.
Se você é proprietário de piscina, gestor de espaço aquático ou apenas quer promover um ambiente mais acolhedor, pense em segurança como parte da experiência – sem peso, mas com carinho.
Um convite ao cuidado consciente
Cuidar de quem a gente ama não precisa vir com medo, mas sim com leveza e atenção. Piscinas são espaços de bem-estar e convivência, e manter esses ambientes seguros é uma forma bonita de preservar esse propósito.
Aproveite o inverno como uma oportunidade de revisar medidas, conversar com sua família e promover um uso consciente da água durante o ano inteiro.
A ANAPP reforça seu compromisso com a promoção da segurança e do uso responsável das piscinas em todas as estações do ano. Com carinho e respeito a todos os profissionais, famílias e usuários, lembramos da importância de seguir as diretrizes da ABNT NBR 10339/2018, norma que estabelece os requisitos técnicos para a construção, instalação e manutenção de piscinas.
Cuidar da segurança é também valorizar momentos de lazer, saúde e convivência. Estamos juntos nessa missão.
Fonte: www.parana.pr.gov.br/
