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Piscina segura: como garantir proteção e autonomia para idosos em áreas de lazer
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Em um país onde o envelhecimento da população cresce a cada ano, discutir segurança para idosos em ambientes de lazer, como piscinas, torna-se cada vez mais urgente. Se por um lado a piscina oferece benefícios à saúde física e mental na terceira idade — como o fortalecimento do sistema ósseo e alívio de sintomas da pós-menopausa — por outro, o ambiente pode apresentar riscos significativos.
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Foto: solazerpiscinas.com.br |
Dados do Ministério da Saúde revelam que cerca de um em cada três idosos com mais de 65 anos sofre queda anualmente, sendo que um em cada 20 podem ter fraturas ou precisar de internação. Após os 80 anos, esse índice sobe para 40%. Em áreas molhadas e com desníveis, como em piscinas, o risco é ainda maior.
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Foto: tibumpiscinas.com.br |
Normas e cuidados obrigatórios
A legislação brasileira já contempla orientações importantes sobre o tema. Leis como a Lei 10.098/2000, que trata da acessibilidade, e normas como a ABNT NBR 10339, sobre segurança em piscinas, trazem diretrizes para garantir a mobilidade e segurança de todos.
Confira abaixo seis recomendações técnicas e práticas para reforçar a segurança de idosos em piscinas:
1. Acessibilidade é essencial
A entrada e saída da piscina devem contar com elementos que auxiliem o deslocamento: rampas submersas, escadas adaptadas com corrimãos, elevadores ou bancos de transferência. Esses itens favorecem a autonomia e reduzem o risco de quedas.
2. Piso antiderrapante nas bordas e no entorno
Instalação de piso antiderrapante é crucial para evitar escorregões. Deve-se aplicar esse tipo de superfície, priorizando áreas de transição, como degraus, bordas e o entorno da piscina.
3. Ralos seguros e em conformidade com a norma técnica
Ralos devem ser do tipo antiaprisionamento para reduzir o risco de sucção. A ABNT NBR 10339:2018 determina que esses itens sigam padrões rígidos de segurança e manutenção periódica.
4. Iluminação adequada
A iluminação funcional e estratégica da piscina auxilia na visualização de degraus, limites de profundidade e possíveis obstáculos. Isso reduz acidentes noturnos e facilita o uso por pessoas com dificuldades visuais.
5. Degraus mais largos e em menor quantidade
Evitar degraus em excesso e preferir degraus largos, com altura reduzida e acabamento antiderrapante que ajuda a prevenir quedas durante o acesso à piscina, especialmente nas escadas internas.
6. Sinalização de profundidade
As diferenças de profundidade devem estar claramente sinalizadas, tanto na borda quanto dentro da piscina. Isso evita que pessoas acessem acidentalmente áreas mais profundas, oferecendo um parâmetro de segurança.
Cuidados frequentes também fazem parte da prevenção
Além das estruturas físicas, a manutenção constante da área da piscina é essencial. Azulejos soltos, pisos rachados e bordas quebradas são potenciais focos de acidente. A limpeza e o tratamento da água também são fundamentais para a saúde da pele e do sistema respiratório, especialmente para pessoas mais vulneráveis.
A segurança de idosos na piscina depende de um conjunto de boas práticas, equipamentos adequados e, principalmente, planejamento consciente dos espaços. Com medidas simples e acessíveis, é possível garantir que o lazer seja também um momento de tranquilidade e bem-estar para todas as idades.
Fonte: blog.belpiscinas.com.br
