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Cuidados em ambientes aquáticos: prevenção é a principal forma de salvar vidas
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Foto: Wet N Wild Gold Coast |
Antes de qualquer procedimento em emergências aquática, a orientação é clara: ligue 193 e acione imediatamente o Corpo de Bombeiros. Em casos de afogamento, cada segundo conta.
O afogamento está longe de ser um evento aleatório. Ele é, na maioria dos casos, previsível e totalmente evitável. A prevenção é considerada a forma mais eficaz.
O maior fator de risco para o afogamento é a ausência ou a negligência na supervisão por adultos. Em piscinas, nenhuma medida de segurança substitui a presença ativa de um adulto responsável. Crianças devem ser supervisionadas o tempo todo, mesmo que saibam nadar. É importante não superestimar a capacidade aquática dos pequenos e evitar distrações como o uso de celular ou o consumo de bebidas alcoólicas enquanto estiver cuidando delas.
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Foto: Freepik |
Outras medidas essenciais incluem sair da água imediatamente em caso de relâmpagos, não permitir brincadeiras violentas, impedir mergulhos de cabeça em locais com menos de 1,8 metro de profundidade e manter qualquer acesso à água fechado, como portas de banheiros, cisternas, baldes e bueiros. Crianças nunca devem ficar sozinhas na piscina, nem por alguns segundos.
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Foto: swimlessonswithmscassie |
Um raio que cai em uma piscina é perigoso porque a água é condutora de eletricidade, especialmente com o cloro na piscina, e a corrente elétrica pode atingir quem estiver na água, mesmo se o raio cair a uma certa distância. A eletricidade também pode ser conduzida através das tubulações de água da piscina, mesmo que o raio caia a mais de 500 metros de distância.
Segurança em piscinas
Durante eventos ou festas em residências com piscina, a contratação de um guarda-vidas é uma medida recomendada. O isolamento da área da piscina também é fundamental, com muros ou grades de pelo menos 1,50 metro de altura e portões de auto-fechamento.
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Foto: Fenaclubes |
Foto: Fenaclubes
Crianças jamais devem ser deixadas sozinhas, mesmo que usem boias ou saibam nadar. Se o responsável precisar se afastar por qualquer motivo, a criança deve acompanhá-lo. Brinquedos próximos à piscina devem ser evitados, pois atraem os pequenos para perto da água. Já o uso de coletes salva-vidas é recomendado para crianças menores de 5 anos ou para pessoas que não sabem nadar. Objetos improvisados de flutuação, como pneus, boias de braço e bolas, passam uma falsa sensação de segurança.
Também é importante garantir que o sistema de sucção da piscina seja seguro ou desligado durante o uso, para evitar riscos de aprisionamento.
Riscos em praias e águas naturais
Para reduzir os riscos, a recomendação é sempre nadar próximo a postos de guarda-vidas e seguir suas orientações. Pais e responsáveis devem solicitar pulseiras de identificação para crianças ao chegarem à praia. O uso de colete salva-vidas é mais seguro do que boias e pranchas. Crianças devem permanecer sempre sob vigilância e, caso uma seja encontrada perdida, deve-se levá-la imediatamente ao posto de guarda-vidas.
Se uma pessoa for arrastada por uma corrente de retorno, a orientação é manter a calma e nadar transversalmente até sair da corrente. Caso não consiga, é melhor não lutar contra a força da água, flutuar e pedir socorro. Tentar salvar outra pessoa sem preparo técnico é extremamente perigoso e frequentemente resulta em mais vítimas.
Outros cuidados importantes incluem verificar a profundidade antes de mergulhar, respeitar a sinalização de perigo, manter distância de pedras, embarcações e animais marinhos como águas-vivas e caravelas, além de evitar entrar na água após o consumo de álcool ou refeições pesadas.
O alerta é claro: quando a água chega à altura do umbigo, o risco já é considerado elevado.
A segurança em ambientes aquáticos depende de informação, vigilância e responsabilidade. Mais do que lazer, o contato com a água exige atenção permanente. Prevenir continua sendo a atitude que mais salva vidas.
Fonte: www.cbm.al.gov.br
