04/07/2024

Armazenamento correto é o primeiro passo para garantir segurança com produtos químicos!


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Entenda o que precisa ser feito para armazenar corretamente produtos de piscina para que não gere qualquer risco

Além das Normais oficinais que regem todos os produtos químicos dessa classe, cada item conta com suas especificidades

Segurança é um assunto que deve ser considerado seriamente, e quando se trata de produtos químicos, essa verdade vale duas vezes.

Assim, se você armazena produtos de piscina, seja para comércio ou uso em local próprio, é vital que aprenda a forma exata de lidar com esses itens, evitando possíveis acidentes e contratempos para a segurança de todos.

Primeiramente, há a necessidade de seguir alguns cuidados básicos, como nunca armazenar embalagens abertas ou danificadas com vazamentos, e manter produtos líquidos sempre com as tampas voltadas para cima. E, apesar de muitas ponderações já estarem na própria embalagem original dos produtos (onde devem ser mantidos), é preciso seguir normas brasileiras que detalham cada uma das obrigações. São elas:

ABNT NBR 17160 - estabelece uma série de requisitos e diretrizes para o armazenamento seguro de produtos químicos;

Normas para armazenamento de produtos químicos do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

Junto a elas, ao garantir um novo item, é necessário analisar criteriosamente a sua FISPQ (Ficha de Informação de Segurança para produtos químicos), a qual irá fornecer todas as informações relacionadas à segurança, saúde, armazenamento, proteção e meio ambiente.

Dentre as regras existentes, há, inclusive, segundo Tatiana Quintilhano, Gerente de Qualidade e Regulatórios da Montreal, a devida gestão de estoque, onde produtos de composição diferentes devem estar distantes, e, de preferência, contar com barreiras físicas separando-os. Um exemplo onde isso precisa acontecer, de acordo com a profissional, é em relação aos diferentes tipos de cloro, separando aqueles à base de Hipoclorito, Dicloro e Tricloro.

“Outro ponto de extrema importância no armazenamento é acompanhar sempre o PEPS/FIFO (Primeiro que expira primeiro que sai) que garante a gestão adequada e evita produtos vencidos em estoque”, salienta Tatiana.

Contudo, se mesmo assim ocorrer o vencimento dos itens, deve ser feito o descarte correto, tendo em vista que o produto químico nunca pode ser descartado diretamente no lixo comum ou ser exposto em água corrente.

“O adequado é entrar em contato com o fabricante que indicará empresas apropriadas para recolher e descartar o produto químico”, afirma Tatiana.

Outras orientações precisam ser cumpridas, focando no espaço onde os itens serão guardados, que devem contar com ventilação eficiente, impedindo o acúmulo de vapores, ser devidamente limpo e higienizado, seco e com temperaturas inferiores a 25°C. Além disso, os produtos precisam estar em prateleiras, e deve haver sempre verificação de possíveis rebarbas nas mesmas que possam perfurar ou cortar as embalagens.

Todos esses cuidados, segundo Tatiana, são a fim de evitar uma série de problemas, que partem desde contaminação cruzada, até acidentes de saúde.

“O armazenamento errado pode gerar uma reação química que poderá liberar gases causando irritações à pele aos olhos, e até ocasionar explosões”, reforça a especialista.

Tatiana Quintilhano, Gerente de Qualidade e Regulatórios da Montrea

Da mesma forma, em caso de empilhamentos inadequados, há o risco de “quedas, danificando as embalagens, e causando um acidente se o produto ficar exposto no chão”, complementa.

Além de todos os pontos supracitados, se você precisa saber mais sobre o assunto, pode conferir o site da Anapp, onde você encontra diferentes conteúdos, incluindo em edições anteriores da Revista ANAPP, clique e veja: https://anapp.org.br/

 

Fonte: Revista ANAPP 175