22/10/2026

Segurança Aquática: responsabilidade de todos


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ANAPP reforça orientações para prevenção de acidentes, manutenção adequada e adoção de boas práticas em piscinas de uso residencial e coletivo

 

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Com o compromisso de promover ambientes seguros e contribuir para a prevenção de acidentes, a ANAPP consolida sua atuação em segurança aquática, reunindo informações técnicas e orientações voltadas a profissionais, gestores e usuários de piscinas.

A proposta é ampliar a conscientização entre empresas e profissionais da indústria de piscinas, responsáveis por clubes, hotéis, condomínios, academias, parques aquáticos públicos e privados e entre o público em geral.

Esse trabalho inclui a divulgação contínua de conteúdos técnicos e educativos sobre prevenção, manutenção, boas práticas e adequação às normas de segurança, por meio da Revista ANAPP, informativos digitais, site institucional e redes sociais, com apoio de empresas associadas e especialistas ligados ao tema.

Segurança começa pelo comportamento dos usuários

Diversos acidentes podem ser evitados com atitudes simples. Entre as principais recomendações estão nunca nadar sozinho, evitar o uso da piscina após o consumo de bebidas alcoólicas, não utilizar o espaço durante tempestades e evitar brincadeiras de risco, como empurrões e saltos em regiões rasas.

A iluminação também merece atenção. Piscinas não devem ser utilizadas à noite quando não houver visibilidade adequada, e as áreas destinadas ao mergulho precisam estar devidamente identificadas.

No caso das crianças, a recomendação é ainda mais importante: a supervisão deve ser constante e ativa. Em festas e reuniões, é indicado definir um adulto responsável exclusivamente pelo acompanhamento das crianças ou contar com um guarda-vidas.

Embalagens e recipientes de vidro também devem permanecer longe da área da piscina, reduzindo o risco de cortes e outros acidentes.

Ralo exige atenção especial

Entre os componentes relacionados à segurança estão os ralos, também chamados de drenos de fundo ou lateral.

Instalado nas regiões mais profundas da piscina, ele participa dos processos de circulação, drenagem e limpeza da água. Porém, instalações inadequadas podem gerar riscos de sucção e aprisionamento de cabelos, roupas ou partes do corpo.

Conforme as orientações apresentadas pela ABNT NBR 10339:2018, devem ser considerados critérios técnicos como dimensionamento hidráulico, distribuição adequada da sucção e utilização de dispositivos de segurança.

Entre os pontos destacados estão a instalação de dois ralos interligados com distância mínima de 1,5 metro entre eles, utilização de tampas antiaprisionamento. Tampas de simples encaixe não devem ser utilizadas.

As tampas também devem apresentar informações como vazão, fabricação, validade, material, indicação de instalação e referência à norma aplicável.

A manutenção periódica do sistema deve ser realizada por profissionais qualificados.

Cercas e barreiras ajudam a impedir acessos acidentais

A proteção da área da piscina também depende da limitação de acesso.

A orientação apresentada é que a piscina seja isolada por cercas ou grades com, no mínimo, 1,10 metro de altura, acompanhadas de portões com sistema de fechamento ou travamento adequado.

Essas barreiras são especialmente importantes para evitar o acesso não supervisionado de crianças e animais, inclusive durante períodos em que a piscina é pouco utilizada.

Supervisão continua é indispensável

Equipamentos e barreiras físicas ajudam na prevenção, mas não substituem a presença de um responsável.

A supervisão ativa deve permanecer durante todo o período de utilização da piscina. Sempre que possível, é recomendável que o responsável também possua conhecimentos básicos de primeiros socorros.

A atenção deve ser redobrada em ambientes com crianças, idosos e pessoas que não sabem nadar.

Sinalização e áreas de mergulho

Informações visíveis ajudam o usuário a compreender os limites e características da piscina.

As indicações de profundidade devem estar atualizadas e posicionadas de forma clara, enquanto áreas destinadas ao mergulho precisam ser corretamente identificadas.

Uma sinalização adequada contribui para evitar mergulhos em pontos rasos e acidentes por impacto.

Alarmes, sensores e equipamentos de salvamento

Sistemas de alarme e sensores podem funcionar como recursos complementares de proteção.

Alarmes instalados em portões e dispositivos de detecção devem ser testados regularmente, incluindo a verificação das baterias e do funcionamento dos sistemas.

Equipamentos de salvamento também precisam permanecer disponíveis e em boas condições de uso. Boias, bastões, cordas e ganchos de resgate devem estar próximos à piscina e ser facilmente acessíveis em emergências.

Produtos químicos exigem armazenamento adequado

A segurança também envolve o tratamento da água.

Produtos como cloro, algicidas e ajustadores de pH e alcalinidade devem permanecer em local seco, ventilado, protegido da incidência direta do sol e fora do alcance de crianças.

Além do armazenamento correto, é fundamental seguir as instruções dos fabricantes e evitar qualquer manipulação sem conhecimento sobre compatibilidade e dosagens.

O tratamento adequado da piscina envolve controle técnico, acompanhamento dos parâmetros da água e utilização responsável dos produtos.

Instalações elétricas: atenção ao risco de choque

Água e eletricidade exigem cuidados específicos.

Nas instalações próximas à piscina, a proteção elétrica adequada é fundamental. A ABNT NBR 5410 estabelece requisitos para instalações elétricas de baixa tensão, incluindo medidas destinadas à proteção das pessoas contra choques elétricos.

A utilização de DR – dispositivo diferencial residual integra essas medidas de proteção.

Também é importante manter carregadores, caixas de som, extensões e outros equipamentos elétricos afastados da borda e das áreas sujeitas à água.

Estrutura da piscina também deve ser inspecionada

A manutenção preventiva não deve se limitar aos sistemas hidráulicos ou à qualidade da água.

Revestimentos, azulejos, pastilhas, argamassas, escadas, corrimãos, bordas, decks, pisos e áreas de circulação precisam ser avaliados periodicamente.

Rachaduras, ferrugem, peças soltas, lascas e irregularidades devem ser corrigidas por profissionais especializados antes que possam provocar acidentes.

Escadas e pisos precisam oferecer segurança

Escadas de acesso devem possuir estrutura resistente, corrimãos adequados e degraus antiderrapantes, permitindo entrada e saída da piscina com segurança.

O entorno também precisa receber atenção. Pisos sujeitos ao contato constante com água devem possuir acabamento apropriado e boa drenagem, reduzindo o risco de escorregões.

Sempre que houver uma área temporariamente escorregadia ou em manutenção, a sinalização preventiva deve ser utilizada.

Guarda-vidas e preparação para emergências

Em determinadas regiões do Brasil, legislações estaduais ou municipais estabelecem a presença obrigatória de guarda-vidas em piscinas de uso coletivo, como as de clubes, academias e hotéis.

Por isso, os responsáveis pelas instalações devem observar também as regras locais aplicáveis ao empreendimento.

Outro recurso importante é o botão de emergência, utilizado para possibilitar uma resposta rápida diante de determinadas situações, incluindo a interrupção de equipamentos e o acionamento de sistemas de aviso quando previsto na instalação.

Tempestades representam perigo imediato

Ao primeiro sinal de chuvas, a recomendação é interromper as atividades na piscina e retirar os usuários da água.

Raios representam risco grave em ambientes aquáticos, por isso o retorno à piscina deve ocorrer somente quando houver condições seguras.

Segurança exige cuidado durante todo o ano

A prevenção não deve aparecer apenas durante o verão ou nos períodos de maior utilização das piscinas.

Manutenção preventiva, inspeções, supervisão, tratamento adequado da água e cumprimento das orientações de segurança precisam fazer parte da rotina durante todo o ano.

Para a ANAPP, promover segurança aquática significa estimular uma cultura de prevenção, responsabilidade e qualificação, envolvendo profissionais, empresas, administradores e usuários.

Quando cada participante compreende seu papel e adota boas práticas, a piscina se torna um ambiente mais organizado, protegido e preparado para proporcionar lazer, esporte e bem-estar com segurança e saúde.