17/07/2019

Piscina aquecida


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Indústrias apostam no crescimento da demanda por sistemas de climatização da água, sejam movidos a gás, por bombas de calor, eletricidade ou captação solar

por Rúbia Evangelinellis

Ter acesso a uma piscina de água aquecida possibilita usufruir dos benefícios e prazeres da área de lazer mais meses no ano, de dia ou à noite, chova ou faça sol. Foi se o tempo em que o sistema era considerado um luxo ou restrito a academias, clubes e clínicas. Hoje, mais consumidores buscam por essa vantagem, situação que faz as indústrias enxergarem o potencial do mercado e investirem em tecnologias que prometem, acima de tudo, economia, seja no aquecimento a gás, elétrico, solar ou por bomba de calor. Entrevistas realizadas com fabricantes apontam as vantagens de cada mecanismo. E, o que é bem interessante, o fato de poderem ser usados simultaneamente, como um sistema integrado de inteligência artificial para manter a piscina climatizada - dia e noite. Em relação ao aquecimento solar, o diretor- comercial do grupo Panozon, Rodrigo Sbizero, avalia quue se trata de um sistema econômico. Ele recomenda, porém, que em locais frios ou de invernos mais rigorosos o equipamento solar trabalhe associado ao elétrico ou a gás. Falando especificamente do sistema que fabrica, o Girassol, mais compacto, explica que possui apenas um tubo de diâmetro maior, na comparação com os convencionais (de esteiras planas). “Isto permite um regime de fluxo turbulento de água dentro do coletor, aumentando a transferência de calor e com uma vazão maior de água. Como resultado, o sistema aquece um volume maior de água em um tempo menor, e utiliza apenas ¼ da área de telhado em relação aos coletores solares tradicionais”. O executivo informa que a procura pelo produto vem aumentando nos últimos anos, num patamar de 38%. “A razão é a maior demanda por sistemas solares que caibam em telhados ‘recortados’, encontrados em casas modernas, e em telhados planos com platibanda, que pede colocação horizontal”, diz, apostando em enorme potencial de crescimento no mercado de piscinas aquecidas. Aquecimento rápido Renan Savio, gerente nacional de vendas Solar Business da empresa Rheem, explica, por sua vez, que os equipamentos a gás, de alta potência, permitem o aquecimento rápido. “Para uso residencial, podem ser aplicados e acionados, por exemplo, em piscinas utilizadas somente nos fins de semana”. Ele destaca que o produto também é recomendável para piscinas comerciais, que pedem rápido aquecimento. Já as bombas de calor, acrescenta, são mais econômicas, mas precisam de um tempo maior para atingir a temperatura desejada, quando comparadas ao método a gás. No caso do aquecimento solar, Savio observa como ponto positivo a redução do custo operacional (com energia), uma vez que o sol é uma fonte de calor “abundante” e gratuita. Questionado sobre a procura pelos aquecedores, entende que houve um aumento, embora, com a crise econômica, o número de metros quadrados em instalação no Brasil esteja em queda. Ele cita os dados da Abrasol (Associação Brasileira de Energia Solar Térmica), apontando um volume de produção de coletores térmicos solares, que totalizou 1,25 milhões de m², com queda média no ano de 2018 em relação ao ano anterior de 1,1%. Bombas de calor e sistema elétrico Já em relação às bombas de calor, Rodrigo Mendes, assessor comercial da Light Tech, explica que o sistema funciona ao “retirar” o calor do ar e “transferir” para a água, por isso, proporciona maior economia quando comparado aos aquecedores a gás. Além do baixo consumo de energia, garante, apresenta também menor índice de ruído. Ele explica que o sistema registra grande aumento de procura nos últimos anos e tem como principal nicho de vendas as piscinas residenciais, embora tenha boa aceitação em locais comerciais. “Acredito que a tendência é de ampliação do mercado de aquecedores no Brasil, especialmente de bombas de calor, pois o custo X benefício é muito bom para uso residencial e comercial, principalmente em hotéis e motéis”, aposta. Carlos Alexandre Cella, gerente industrial da Cardal, cita os benefícios do sistema elétrico. “Desde a temporada 2014/15, apresentamos uma solução simples e econômica em aquecimento para piscinas de apartamentos de cobertura, residências e locais que não dispõem de espaço”. Por meio da chave seletora (de bomba e aquecimento), o aquecedor (compacto e digital) se ajusta à temperatura da água e o ciclo diário de filtragem. De hora em hora, a temperatura da água é verificada e, diariamente, é acionado o ciclo de filtragem para manter a água limpa, com procedimento automático. Além disso, esta linha de aquecedores dispõe de triplo sistema de controle e segurança. Os modelos de aquecedores compacto, digital e spa são recomendados para piscinas com até 10.000 litros de água. Já o tipo modular é instalado conjugado com aquecedor compacto ou digital em piscinas de mais de 10.000 litros, enquanto o equipamento mini é ideal para aquelas que variam de 3.000 a 8.000 litros. “Observamos um grande crescimento na procura de aquecedores a cada temporada, principalmente porque as soluções existentes no mercado são complexas para o consumidor e ainda necessitam de espaço aberto e ventilado para instalação, nem sempre disponível nas residências e apartamentos de cobertura”.

Fonte: Revista ANAPP Edição 145