21/07/2022

Madrinha dos piscineiros aposta na educação para o crescimento desses profissionais


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Cristiana Andrade desenvolve iniciativas para melhorar a realidade de tratadores de todo o Brasil e estimula a busca por conhecimento para elevar a qualificação profissional

A Revista Anapp conta a história de Cristiana Andrade, mãe de duas crianças e uma heroína para os tratadores e piscineiros dos estados de Brasília, Goiás e Tocantins. Com visão e raciocínio que vão muito à frente do que o mercado enxerga, a profissional defende que a educação, mais do que qualquer outra coisa, é a estratégia para trazer mais oportunidades e crescimento para os profissionais do setor. Em um bate-papo descontraído, ela conta como iniciou sua carreira de vendedora de químicos para tratamento da água e compartilha sua jornada como a madrinha dos piscineiros – título dado pelos próprios.

Cristiana voltou do Pará para o Centro-Oeste com os dois filhos após o fim de seu segundo casamento. Sem muita perspectiva do que fazer e com o que trabalhar, ela já havia escutado de outras pessoas que não tinha perfil para atuar em grandes empresas. “Naquela época, vender era tudo o que eu sabia fazer, então essa era a minha área de interesse. Pedi ajuda a um fabricante de produtos químicos, que me recebeu de braços abertos e me ofereceu uma oportunidade. Eu ficava perdida porque não entendia de cloro e piscina, e foram eles, os piscineiros, quem me ajudaram”, relembra.

Cristiana conta que foi pegando o jeito e, dia após o outro, começou a entender sobre as vantagens e os diferenciais do produto que vendia. Ela também contou com a ajuda dos tratadores para elevar suas vendas. “Eles me ligavam procurando pelo produto e eu pedia a eles que me indicassem nas lojas que frequentavam. Naquela época ainda era difícil colocar os produtos nas lojas, mas eu sabia que conseguiria com a ajuda deles”, conta. A partir dali, Cristiana se comprometeu a fazer todo o possível para retribuir a ajuda e melhorar a realidade desses profissionais.

Responsável pela capacitação profissional e desenvolvimento do mercado no Centro-Oeste, Cristina criou um app específico para organização dos negócios e mantém grupos fechado no whatsapp para troca de conhecimento

Cristiana conta que os piscineiros recebiam cerca de R$150 por mês pelo trabalho realizado, e que o mercado de piscinas vive um estado de precariedade em regiões mais afastadas. Ela mesma já chegou a pegar uma bactéria nos olhos e precisou de três cirurgias para evitar a perda da visão, por conta de uma infecção. “Muitos desses profissionais se machucam por trabalharem com produtos sem qualidade, sem o uso de EPI’s (equipamentos de proteção individuais) e de procedência duvidosa. Em lugares como São Paulo, as coisas são mais evoluídas, mas subindo para o Norte e Nordeste, existe pouco entendimento sobre esse trabalho”, afirma.

Entendendo todas essas necessidades, Cristiana tomou para si a missão de ajudar os tratadores de piscinas da forma como pudesse. Uniformes, treinamentos, descontos em medicação e até combustível para motos se tornaram contribuições para esses profissionais. Em troca, a única coisa que ela pede aos tratadores é que busquem por conhecimento. Ela mesma já conseguiu vagas em cursos para ajudá-los a se qualificar e crescer no mercado.

Cristiana também criou um aplicativo, que está disponível desde outubro de 2020, para ajudar na execução do trabalho dos piscineiros. Por meio dessa plataforma digital, eles realizam um cadastro e podem acompanhar informações relacionadas à piscina de um cliente e os produtos que utilizam nessas estruturas.  

“Sempre falo com eles sobre o que é possível fazer para agregar valor ao trabalho e peço para que, dentro do possível, eles tentem investir em um ou dois cursos de atualização por ano. Com isso, meu objetivo é vê-los crescer e se desenvolver. Também é o momento de aproveitar as oportunidades que o próprio setor oferece. Por conta da pandemia, a vigilância sanitária tem reforçado a fiscalização em hotéis, condomínios e resorts. Um tratador qualificado pode fechar grandes trabalhos nesses lugares”, conta.

Como forma de retribuir essa ajuda, os tratadores mais próximos de Cristiana criaram grupos no aplicativo de mensagens WhatsApp, com mais de 600 pessoas, entre elas representantes de marcas, fábricas, revendedores e outros piscineiros. Hoje já com 4 grupos com o máximo de participantes, Cristiana utiliza esses meios de comunicação para divulgar lives, cursos e treinamentos que possam interessar aos profissionais. Ela também sugere que eles elevem o nível de seu trabalho com o máximo de profissionalização possível.

“Usar uniformes, abrir uma microempresa (Microempreendedor individual – MEI) e até procurar um contador para ajudar a emitir notas fiscais pelos serviços realizados. Tudo isso faz diferença. Eu costumo dizer que o trabalho deles está relacionado à saúde. Se eles cuidam da piscina de um médico, eles cuidam também da saúde desse médico e da família toda. Esses clientes podem indicar o trabalho deles para outras pessoas se eles mostrarem seu valor como profissionais”, afirma a vendedora.

Como forma de retribuir essa ajuda, os tratadores mais próximos de Cristiana criaram grupos no aplicativo de mensagens WhatsApp, com mais de 600 pessoas, entre elas representantes de marcas, fábricas, revendedores e outros piscineiros. Hoje já com 4 grupos com o máximo de participantes, Cristiana utiliza esses meios de comunicação para divulgar lives, cursos e treinamentos que possam interessar aos profissionais. Ela também sugere que eles elevem o nível de seu trabalho com o máximo de profissionalização possível.

“Usar uniformes, abrir uma microempresa (Microempreendedor individual – MEI) e até procurar um contador para ajudar a emitir notas fiscais pelos serviços realizados. Tudo isso faz diferença. Eu costumo dizer que o trabalho deles está relacionado à saúde. Se eles cuidam da piscina de um médico, eles cuidam também da saúde desse médico e da família toda. Esses clientes podem indicar o trabalho deles para outras pessoas se eles mostrarem seu valor como profissionais”, afirma a vendedora.

 

Fonte: Revista ANAPP Ed.163